quarta-feira, 12 de agosto de 2009
(In)certezas
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Novo Projeto

quinta-feira, 18 de junho de 2009
Impulso
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Tempo
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
The Science of Sleep
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Eu em Música
Dando um tempo nos delírios e bobagens melodramática que costumo colocar aqui, um meme musical (que eu peguei desse blog) com duas das minhas bandas preferidas: Smashing Pumpkins e Los Hermanos.
Versão Smashing Pumpkins
1) É homem ou mulher
She
2) Descreva-se:
Daydream
3) O que as pessoas acham de você?
Frail and Bedazzled
4) Como você descreveria o seu último relacionamento?
The Guns of Love Disastrous
5) Descreva o estado atual da sua relação com a sua namorada ou pretendente?
We Only Come Out at Night
6) Onde gostaria de estar agora?
Destination Unknown
7) O que pensa a respeito do amor?
Once Upon a Time...
8) Como é a sua vida?
Blank Page
9) O que pediria, se pudesse ter só um desejo?
Never Let me Down Again
10) Escreva uma frase sábia
The Beginning is the End, the End is the Beginning
Versão Los Hermanos e Marcelo Camelo
1) É homem ou mulher
Menina Bordada
2) Descreva-se:
Sentimental
3) O que as pessoas acham de você?
Cara Estranho
4) Como você descreveria o seu último relacionamento?
Onze Dias
5) Descreva o estado atual da sua relação com a sua namorada ou pretendente?
Tá Bom
6) Onde gostaria de estar agora?
Horizontes Distantes
7) O que pensa a respeito do amor?
Todo Carnaval tem seu Fim
8) Como é a sua vida?
Vida Doce
9) O que pediria, se pudesse ter só um desejo?
Mais uma Canção
10) Escreva uma frase sábia
Tudo Passa
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Mais um Ano
Com certos momentos, vai o tempo. Nossas manhãs, nossos invernos, e tantos (quantos) outros. Outros risos, outros planos, novas lágrimas e a mesma esperança.
Mais um ano. E esse começou com uma gargalhada.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Rabiscos
Escrevi. Apaguei. Escrevi outra vez e guardei.
Tem coisas que a gente quer dizer e não consegue, ou porque não acha palavras, ou porque não acha ouvintes, ou porque não acha vontade. Às vezes faltam os três.
E é assim que os dias vão sem razão. E nem foi a chateação do outro dia. Amigo a gente perdoa, basta um sorriso que tudo volta pro lugar.
É tudo tão estranho, às vezes. Quando acordo, tudo que eu quero é que o dia termine. Me sinto cansada antes de levantar. E não importa o tamanho que os minutos vão ter, se eu vou rir ou chorar. É dificil saber quando essas coisas mudam: o sentir, o olhar... Agora tudo parece anestésico.
Mas lá se vai o tempo, no seu caminhar irreversível. Ele não quer saber de nada disso. Ele te surpreende, o real te surpreende. A gente não tem controle do viver. Quando nos damos conta, já aconteceu. E você está ali, "na rua, no meio do redemoinho". Rodeado pelo que restou, por índices do passado e pelo que está por vir. Um sobrevivente.
Viver é intransponível.
E esse foi um post sobre nada, e muitas coisas. Não importa. Escrevo sobre o que sinto, e sobre o que vejo, e coisas que nem sempre são alguma coisa. E até a aula de Literatura conseguiu entrar no meio...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
"Eu preciso, sim, de todo o cuidado"
A vida quase ficou fácil dessa vez. Era para ser paz, momento tranqüilo, menos que uma brisa. Mas eu devia saber que lutava contra o que sou: por trás do semblante calmo e até frio, mora uma natureza inquieta, ressonante.
Mas foi apenas um minuto. Risos e palavras foram tão poucos, mas me sinto tão bem. E não há conselho ou crítica de quem não entenda. Certas coisas estão além da lógica, perfuram a superfície da razão. E são elas que quero amar para sempre. Há quem diga que moro na ficção. Um sonho? Um conto? Um filme? Realidade é só aquela que escolhemos viver. A minha é assim. Um anseio por tudo o que for paixão, e um desejo sufocante de vida, de intensidade.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
Vida em Linhas
Sou o rabisco da esferográfica
E tudo o que couber em uma página
A cada passo
Um novo traço
A cada amor
Um novo verso.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Conto um Conto
Em uma tarde quaquer, ela tirou do bolso o sonho de conhecer o mundo. Tinha acabado de pegar um panfleto de uma agência de viagens na caixa de correio, e logo começou a pensar naqueles lugares distantes. Sabia que nunca teria dinheiro ou disposição para sair de sua cidade, por isso saiu logo à procura da caixinha, que estava no alto de uma estante. Escalou as prateleiras, e pegou-a com as pontas do dedos. Não deve ter segurado firme o bastante, pois a caixa escorregou e caiu no chão com um baque surdo. Era sentimento para tudo quanto é lado! Alguns rolaram para o vão escuro debaixo dos móveis e nunca mais foram recuperados. A maioria dissolveu-se no ar, misturando-se de tal forma que não era possível identificar. Ela olhava tudo inerte, meio intoxicada pela atmosfera que se formou. Trânsitava entre a euforia e a tristeza, entre a alegria e o ódio. Não sentia animo para juntar os cacos que sobraram. A solidão rasgou seus pulsos e se alojou próximo ao seu peito, em um buraco que as emoções todas iriam tentar preencher.
O descontrole tomou conta. Era impossível ignorar tudo o que ela sentia. E como não havia nada para fazer, se levantou e foi dormir, esperando que a bagunça de sua vida algum dia devolvesse a calmaria à sala de estar.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Momento
Sem ruído, alguma coisa pareceu se encontrar. Algo qualquer que há tempos não se encaixava. Ela quase não entendeu, mas sentiu. As “estradas erradas que seguiu” pareciam longe demais agora, linhas indefinidas no horizonte.
E pela primeira vez não era a euforia, era apenas felicidade.
sábado, 19 de julho de 2008
Cemitério de Fadas
Desapareceu entre as gargalhadas sem rosto, os olhares sem aprovação impediram de ser quem era. Desmaio. Asfixia. Foi um sepultamento sem lágrimas no bosque do esquecimento.
Restou menos que uma lembrança. Um fiapo de luz, uma quase-esperança. Talvez não estivesse morta, era viva em essência e assim viveria para sempre. Era imortal em sua inocência.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Entre Paredes
- Talvez seja hora de mudar... - sussurram as paredes.
- Gosto da melodia. Não sei explicar, se parece comigo. - limitou-se a responder.
Uma brisa gelada entrava pela janela entreaberta e cortava-lhe o rosto. Era inverno, deu-se conta, por isso estava tudo naquele belo tom de cinza. E os toques pareciam mais gelados contra a pele. E parecia mais doce o cheiro da fumaça do chocolate-quente.
Displicente, abriu um livro em uma página qualquer.
- Lembra-se?
Sorriu ao encarar as letras. Lembrava-se. As palavras nunca mais seriam inocentes, a poesia nunca mais seria a mesma. As rimas permaneceram no papel, mudaram os olhos de quem lê.
Olhou para a página em branco do caderno à sua frente. Rendeu-se. As frases pareciam não querer ser escritas naquele dia. Havia tanto o que dizer, mas tudo no mundo parecia tão distante agora. Ela era só o que existia. A tarde tornava-se noite, sem momentos, sem instantes.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
INFP
É o que Jung pensa de mim.
Não é só porque perdemos noites alimentando fantasmas. Nem porque vemos mais significados em um gesto do que provavelmente existe. Uma hora a gente aprende a tomar cuidado com o que a gente inventa. Que algumas coisas são simplesmente irrealizáveis. E que às vezes, é preciso não se importar. Não se preocupem conosco, a gente aprende isso. O resto são só estórias para colorir a vida.
INFP. Eneagrama 4. Escorpião com ascendente em peixes. Coelho. Muito Prazer.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
A tristeza tímida dos últimos dias resolveu se mostrar. Não que eu tenha lutado contra ela antes, faltava mesmo era espaço. De repente, só a vontade de não estar. Nem o vento no rosto me trazia a liberdade.
Os olhares a minha volta estão todos como o meu, sem brilho. Mas sabemos, não há o que fazer. É viver esperando ansiosos pela vida. Talvez não devesse ser assim, afinal todos só temos vinte e poucos anos. O cansaço é o de viver ultrapassando etapas, o de torcer para que cada dia chegue logo ao fim e que seja logo menos um dos que ainda se tem pela frente, e menos outro e outro. Até que chegue o momento em que podemos voltar a ser, e esquecer de tudo. Desfrutar apenas de companhias raras. Até que chegue sexta-feira e eu possa torcer para que ela fique. Pra sempre, se der.
sábado, 31 de maio de 2008
A queda do anjo
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Universos
Quero saber o que você sente, porque é assim, quem espreita por trás do buraco da fechadura. Da sua história, porque você está aqui, o que te faz rir ou chorar, seus medos e sonhos. Quero ir até o fundo, além da nota das provas, do calor ou frio, da notícia do jornal de ontem. Brinco de te adivinhar enquanto fala comigo. É interesse, assim, gratuito. É a crença de que ninguém é só o reduzido. Os personagens vários, todos tão vivos, universos particulares que encantam. Mas é imaginação, claro, mundos que crio a partir do que vejo, e talvez não digam nada. Para chegar um pouquinho mais perto basta você deixar, que tudo vem sem querer, meio profuso...
sábado, 3 de maio de 2008
Na falta da lógica clara, é onde as coisas se misturam e se encaixam. Na inconclusão, deixo registrado que vivo: de dentro pra fora.
